"Inteligência fica cega mediante tanta informação".

Tive dificuldade para escrever o texto deste mês, primeiro pela demanda de atividades profissionais, mas, sobretudo, pelo bloqueio da criatividade, vulgo “queda súbita de QI”.

Não por falta de assunto, aliás, informação tem de sobra. A questão é não chover no molhado e, ao mesmo tempo, não tentar reinventar a roda.

Alguns mestres já deram este alerta:

O saudoso e querido Manoel de Barros disse: “Quem acumula muita informação perde o condão de adivinhar. Sábio é o que adivinha.”

Luiz Felipe Pondé confirma: “Informação demais atrapalha”.

Tao-Te-Ching arremata: “Na busca do conhecimento a cada dia se soma uma coisa. Na busca da sabedoria a cada dia se diminui uma coisa.”

Na Era do Detox, recomendo a desintoxicação da mente. Fazer uma faxina daquilo que não serve mais, conservar as coisas dignas de serem conhecidas.

E como identificar essas “coisas dignas”? Segue a recomendação de um ser humano que merece toda credibilidade na arte de viver:

…“Sabedoria é a arte de provar e degustar a alegria, quando ela vem. Mas só dominam essa arte aqueles que têm a graça da simplicidade. Porque a alegria só mora nas coisas simples”. Rubem Alves.

Resumo da ópera: escrevi este texto com a ajuda dos mestres acima, de uma boa xícara de café e pés descalços. Emprestando a expressão do mundo da moda: menos é mais.

Simples.